Livros digitais e outras paixões profissionais

Livros digitais e outras paixões profissionais

Trabalhava numa grande empresa de telecomunicação até que tive meu bebê e decidi ficar em casa para cuidar dele direitinho, já que não temos parentes por perto.

Ao contrário do que pensava, “ficar em casa” não é se entregar aos braços do ócio. Não paro um minuto. Divido-me entre cuidados com o bebê, idas ao supermercado, preparação da comida, organização da casa e passeios na praça para distrair o meu filho (o que atualmente considero uma tarefa, não um lazer).

E, entre uma coisa e outra, tento elaborar um plano maquiavélico para dominar o mundo. Exagero meu: apenas gostaria de descobrir alguma atividade que me permitisse trabalhar de casa.

Acho digno não ter que pegar trânsito todo dia para passar a maior parte dele sentada na frente de um computador. Muita coisa dá para fazer de casa, com o benefício de almoçar comida caseira, supervisionar a babá, brincar com meu filho durante o dia, entre outras coisas que chamo de qualidade de vida… E a empresa contratante pouparia recursos (mesa, cadeira, computador, conexão, telefone etc.)

Mentalizei-me como uma pessoa produtiva e inteligente para aumentar minha autoestima e listei tudo o que poderia fazer de casa. Loja virtual? Comida para vender? Cuidar de outras crianças, já que estou no embalo maternal? Crochê? Tricô? “Para tudo, mulher! Não queira trocar a roda com o carro andando!” Risquei um monte de coisa da lista para enxergar melhor o que já sei fazer (de melhor).

Bom… Sou formada em jornalismo e sei escrever matérias (parece óbvio mas não é, muitos profissionais parecem desconhecer as regras do bom jornalismo). Porém, as grandes empresas jornalísticas estão de mal a pior. Demitem gente experiente, abrem vagas para trainees que topam tudo a troco de quase nada, e pagam mal os freelancers. Não dá, não quero ser mais uma a enfraquecer a categoria.

Também tenho experiência com marketing digital e sou otimista em relação a esse mercado (as crianças já nascem em contato com celulares!). Por isso resolvi buscar oportunidades em planejamento e produção de conteúdo de marca para mídias digitais.

Enquanto procuro freelas (ou uma vaga numa empresa que me permita estar mais perto do meu filho)…

Decidi fazer algo por minha conta, sem que ninguém me demandasse, para me sentir ativa profissionalmente. Escolhi um tema que amo – livros – e simplesmente comecei. Primeiro ilustrei um livro infantil escrito por minha querida avó, O Palhacinho Triste. Minha tia imprimiu 50 exemplares numa gráfica e distribuiu para a família.

Em paralelo, diagramei o primeiro livro de poesias da minha mãe (como você pode ver, há um gosto pela área literária na família). E agora estou escrevendo dois livrinhos infantis. Pretendo aprender a desenhar usando o Ilustrator para produzir algo mais profissa dessa vez.

Enquanto escrevo e desenho…

Também voltei a pesquisar sobre livros digitais, um tema que tenho estudado desde 2008. Quem sabe assim eu consiga reunir todas as áreas nas quais tenho experiência profissional.

Para me motivar, vou compartilhar informações sobre o mercado de ebooks. Pretendo traduzir alguns artigos, ou simplesmente fazer um resumo do que leio e direcionar para o artigo completo. Assim aprendo e ao mesmo tempo divido a informação com gente interessada em trabalhar nessa área.

Para quem tem pressa, já estou compilando os artigos originais aqui.

#semcrise

Roberta da Purificação

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Postado em 21/10/2015