Perdida no Facebook – ou de como me sinto em cada rede social

Perdida no Facebook – ou de como me sinto em cada rede social

Só eu me perdi no Facebook? Não tenho conseguido postar nada ultimamente. Penso mil vezes antes de elaborar um texto, e sempre acho que vai soar bobo. Travei!

Isso acontece justamente porque eu penso demais sobre o que estou fazendo lá. Ossos do ofício. E, pra completar, não sei muito bem para quem estou falando. Tenho ali diversos círculos de relacionamento – amigos íntimos, outros nem tanto, tias, primos, ex-colegas de trabalho, conhecidos e também desconhecidos.

Sei, você vai me dizer para criar grupos distintos e direcionar posts específicos para cada um. Mas aí fica aquela coisa mal diagramada, a timeline ganha cara de revista sem linha editorial. Sofro de TOC!

A solução é eliminar quem não tem nada a ver? Mas quem não tem a ver? E com o quê? Desse jeito, vamos ter que apelar para uma rede antissocial (querida Yasmin, hora de colocar a sua ideia em prática – vide acima o esboço que fizemos em 2012, lembra?).

Pensei em criar uma página profissional e abandonar o meu perfil, aproveitando que o Facebook tem a pretensão de ser o simulacro do mundo dos negócios na internet. Mas ainda tenho dúvidas. No fim das contas, acho que estou sendo preciosista demais em um ambiente onde o que vale é a espontaneidade e o calor da emoção (sim, mas leve em conta que você está sendo observado!).

Durante a minha crise existencial feicebuquiana, tenho preferido o Instagram e o Twitter. No Instagram, meu perfil é fechado, até por uma questão de segurança, pois publico fotos do meu filho. Adiciono apenas as pessoas mais próximas, com quem me sinto à vontade de compartilhar a minha vida privada. Aliás, aviso aos seguidores: vocês podem me dar um unfollow se estiverem cansados das minhas fotos maternais. Eu não vou ficar magoada (a não ser que você seja o meu marido, a minha mãe, uma de minhas irmãs ou meus BFF’s!!!). Mas o objetivo é esse mesmo: o Instagram é meu álbum de família.

No Twitter, eu sigo basicamente perfis de notícia e formadores de opinião. Sinto que ali os usuários estão mais preparados para consumir informação e participar de debates. Por isso, tenho mais vontade de expressar meus pontos de vista usando tweets. Nas poucas vezes em que falei de política no Facebook, fui mal compreendida. Se o debate fosse construtivo… Mas não era. Então, me desmotivei a defender causas por lá.

Sobre o Linkedin, nem preciso falar que é um canal super focado, ideal para compartilhar dicas sobre profissão, carreira etc & tals. E tem o Pinterest, onde posto alguns desenhos meus, busco referências e coleciono as “figurinhas” prediletas nos álbuns (que nostálgico!). Segredo: ainda não consegui deslanchar no Snapchat (que derrota…).

Meus amigos espanhóis tratam cada rede social de maneira bem distinta – o Facebook é aberto apenas para os íntimos e o Linkedin, para os colegas de trabalho. Aqui a gente mistura tudo e acaba se expondo demais.

Vocês sentem isso também?

Roberta da Purificação

[Mídias Sociais] [Artigos]

Postado em 04/05/2017